• Alexandre Rossignolli

Separar pode ser a solução!

Separar pode ser a solução!

A separação é um tema que altera significativamente os ânimos das pessoas.

Discussões sobre motivos, eventual traição, partilha de bens, pensão e guarda dos filhos menores sempre é um assunto delicado que deve ser tratado com muito cuidado, pois as consequências podem ser traumáticas não só para o casal, mas também aos seus familiares, pois é natural que nesta fase estejam fragilizados emocionalmente.

A partilha de bens, guarda e pensão alimentícia aos filhos menores ou para um dos consortes são assuntos que devem ser resolvidos tanto no divórcio como na dissolução da união estável, para tanto, é imprescindível a figura do advogado.

No entanto, mesmo orientados por advogado, o desentendimento do casal pode fazer com que o processo demore, causando dor e sofrimento, pois sempre que há uma nova abordagem sobre os motivos da separação, pelo menos uma das partes se sente coagida e acaba por reagir de forma a causar algum tipo de desconforto ou constrangimento para a outra parte.

Esta coação pode ser ainda pior se o filho do casal passar a figurar como “moeda de troca”, onde cada um busca proveito sobre o outro, usando o menor para conseguir tal vantagem.

Independentemente dos motivos da separação, o casal deve sempre agir com respeito mútuo, evitando expor o(a) parceiro(a) e não esperar que seja compreendido, eis que a maioria dos casais em processo de separação divergem sobre muitos temas, portanto, a compreensão definitivamente não está presente nesta fase, até mesmo porque se a houvesse, provavelmente não estariam se separando.

Neste processo, as atenções principais devem se voltar aos filhos menores. Estes talvez sejam os mais afetados. A preservação do laço familiar pode ser menos degenerada pela guarda compartilhada, que é uma boa opção para a diminuição do abalo emocional, que pode prejudicar o desenvolvimento intelectual da criança.

Mas, sabemos que a formação e desenvolvimento intelectual das crianças estão diretamente ligados ao ambiente onde elas vivem. Assim, se o casal passa por constantes desentendimentos onde a criança participa de ambiente conturbado, eivado de brigas, talvez realmente a separação seja a solução.

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